Inglaterra Trip-Hop

Portishead

Por em 22/04/2008

portishead - Portishead

Formado em 1991 em Bristol, Inglaterra, Portishead entra como uma das maiores referências do trip-hop, caracterizado pelos sons distantes e vocais melancólicos. A grande característica do Portishead com certeza é o elemento surpresa, pois quando menos se espera, eles mudam completamente o caminho. O que os dispensa totalmente de rótulos. A formação foi totalmente ao acaso, quando, numa agência de empregos, Geoff Barrow, que naquela época fazia samples para outras bandas e sempre sonhou em fazer um som diferente de tudo que havia no cenário, encontrou Beth Gibbon que havia trabalhado numa banda cover e fazia apresentações em pubs. Geoff e Beth se deram muito bem, pois compartilhavam os mesmos gostos e ideais musicais. Mais tarde se uniram ao guitarrista de jazz Adrian Utley. Com uma proeminência tão grande não demorou muito para o trio sobressair. Assim lançaram seu primeiro disco em 1994, intitulado “Dummy”, que ganhou em 1995 o concorrido “Mercury Music Prize”, o prêmio mais importante da música inglesa, desbancando gente como Oasis, PJ Harvey e Tricky. No segundo álbum, “Portishead”, a expectativa era muito grande em virtude do sucesso do primeiro disco e do longo tempo de trabalho em cima dele (mais de 2 anos). Muitos afirmavam a possibilidade do disco desbancar o “Ok Computer” do Radiohead (considerado o melhor disco da década), apesar de não conseguirem tal façanha o Portishead evoluiu muito e superou facilmente o “Dummy” utilizando novos técnicas e explorando outros tipos de sonoridades. Ainda lançou em 1998, o disco de um show no “Roseland”, em Nova Iorque. O disco, “Portishead New York Concert”, que era composto dos maiores sucessos da banda, em interpretações esplêndidas. Depois de mais de 10 anos de espera, o novo álbum lançado esse ano dividiu opiniões quanto às “surpresas” que sempre acompanham os lançamentos, o que não influencia no quesito qualidade, que ainda sim continua no mais alto nível sonoro, mas acho que só ouvindo para entender (ou não). A voz de Beth continua impecável e o trabalho em cima das musicas excepcional. Um comentário tirado de algum lugar: “O Portishead surgiu do trip-hop, mas com certeza hoje está muito acima dele”.

 

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